SILVIO SANO > NIPÔNICA: HORA DO BRASIL…

 

 

Nesta semana marquei encontro com um executivo em local perto de uma estação de Metrô. Como moro próximo de outra, para garantir que não me atrasasse, resolvi usar esse meio de transporte… e por não confiar em nosso trânsito.

Cheguei dez minutos antes, consequência de uma tática que adoto desde que retornei do Japão onde aprendi sobre a importância da pontualidade. Meus dez antes nada tem a ver com os da japonesada que o faz só para serem mais britânicos do que os próprios. Só faço isso devido ao nosso caótico trânsito. Assim, sempre me programo como se trânsito não houvesse e para chegar cedo… mesmo no caso do metrô, que também pode pifar… rsrs. Se não hover trânsito… ou o metrô não pifar, acabo chegando cedo demais.

Mas, nessa história, meu interlocutor não havia chegado, o que me causou estranheza já que era o interessado e foi quem determinou o local. Por isso até entendi que fosse seu local de trabalho. Pior, o recepcionista não o conhecia. Se não fosse por outro funcionário que afirmou vê-lo sempre por lá com alguém diferente, já teria ido embora. Achei estranho, mas resolvi esperá-lo após receber autorização do recepcionista. Perto do horário e nem sinal dele. Tinha o número de meu celular e eu o dele, mas resolvi que não deveria ser eu a ligar.

Como estamos no Brasil, até poderia esperá-lo por meia hora, mas em vista do ocorrido na recepção, reduzi o prazo a quinze minutos. Azar dele… ou meu, caso fosse perder alguma grande oportunidade. Passado o prazo me levantei, fui ao recepcionista, solicitei-lhe para que o avisasse do que se passara e… fui!

Foi quando me remeti à minha adolescência, à tchurma que tive, assim como todo mundo. Não nos largávamos. Futebol, bailinhos, cinemas, passeios, igual todo mundo…Ops?! Todo mundo, não? Em nossa tchurma tinha um “atrasadinho”… ou melhor, “atrasadão”. Meia hora era sua marca! Solução: apenas para ele, marcávamos uma hora antes. Touché!

Ou seja, tem gente que não se corrige em relação a isso… além de não se aperceberem da importância de uma coisa chamada pontualidade!… e mais, hoje, contamos com outra chamada celular.  Né, não?!

 

 

Coisa valiosa

É a pontualidade…

E não custa nada!

 

 

 

 

Silvio Sano

é arquiteto e escritor. E-mail: silviossam@gmail.com

 

 

 

 

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