SILVIO SANO > NIPÔNICA: MAIS IMPOSTOS?!! NÃO!!

Não sou economista e sempre procurei me ater ao “cada macaco no seu galho”, “não invadir praia alheia”, mas dessa vez, após tomar conhecimento do novo pacote de medidas apresentado pela equipe econômica do governo, depois de longuíssimas reuniões com a presidente no final de semana, não aguentei e, na mesma noite, postei no Facebook que esse governo é tão confuso que nem “jogo de cintura” tem. Ou seja, pra vender seu “peixe” (imposto CPMF), deveria apresentá-lo em outro momento, não simultaneamente. Apesar de que, mesmo depois, se não deixarem claro que farão cortes de fato, qualquer tipo de imposto deverá ser rejeitado!

Em seguida, fiquei atento às repercussões e trazendo à lembrança algumas afirmações “bacanas” do ministro Levy, antes mesmo da agência Standard & Poor’s nos rebaixarem à condição de mal pagador, quando afirmou que “o povo brasileiro não se importaria de pagar um pouquinho mais de imposto”, e que “o Brasil, em relação aos países da OCDE, paga menos imposto de renda”. Ele só se esqueceu de completar com o que esses países dão de retorno à população advindos da receita dos mesmos.

Já escrevi a respeito, como o que presenciei em uma rodovia no Japão, de pedágio dos mais caros do mundo, após um violento acidente que detonara toda a defensa no local e que fora recolocada plenamente à tarde. Sem contar aquela recuperação do trecho de uma rodovia, danificada pelo terremoto seguido do trágico tsunami, mostrado ao mundo. Aliás, sobre essas benésses proporcionadas pelo arrecadado em impostos no Japão, tem um jovem jornalista nikkei (Jhony Sasaki) postando flagrantes interessantes no Facebook. Confira lá!

Em “contrapartida”, do lado de cá, assisti, hoje, a uma reportagem sobre as dificuldades que os deficientes físicos encontram em nossas cidades, dando destaque à Paraolimípadas 2016, para o caso de os atletas estrangeiros quererem sair da Vila Olímpica para um tour pela Cidade… Maravilhosa. Sem contar como prolifera e dá audiência, na TV, os programas sobre crimes… que também têm a ver com o mal uso (ou não uso) da parcela dos impostos relativa à área de Segurança Pública.

E nem preciso falar sobre as condições de nossos hospitais públicos, da Saúde de modo geral, assim como da Educação e, bem como, da postura de nossos cidadãos que acabam sendo “cúmplices” das próprias condições de vida que desfrutam no país por conta da passividade, mesmo dando um “desconto” pela falta de conhecimento para se engajarem devidamente.

Ou seja, sem cortes de fato, conforme um especialista lembrou… “num Orçamento de R$ 1,2 trilhão, o governo não conseguir fazer cortes de pouco mais de R$ 30 bilhões,” dificilmente qualquer novo imposto passará no Congresso.

Até ouso, sem ser especialista, dar uma mãozinha a “eles” que são: “se o problema é não desagradar aliados com, por exemplo, cortes de ministérios, sugiro começarem pela redução dos salários de TODOS!, presidente, vice, ministros e todos os cargos de confiança… à metade!!”

Que tal?

 

Pagamos impostos

Para que administrem… BEM

Nosso dia-a-dia!

 

SILVIO SANO

SILVIO SANO

é arquiteto, jornalista e escritor.

E-mail: silvio.sano@yahoo.com
www.nikkeypedia.org.br/index.php/Silvio_Sano
SILVIO SANO

Últimos posts por SILVIO SANO (exibir todos)

    Related Post

    AKIRA SAITO: RETORNANDO AO INÍCIO   “Quando tudo parece estar fora de controle, feche os olhos e respire”   Há muitas situações hoje em dia onde as pessoas estão sob mui...
    BEM ESTAR: Vamos desacumular ? Olá , como vai você ? Hoje vamos abordar um assunto extremamente profundo , mas ao mesmo tempo simples . Vivemos hoje , uma realidade de crise , ins...
    LINS: Os netos do Mabe na semana da cultura japone...   Dan e Rafael estão expondo seus trabalhos no saguão do Blue Tree Park e darão workshops, como já fizeram nas edições anteriores. Os preços d...
    AKIRA SAITO: O BEM SEM PRETENSÕES   “Fazer o bem, não importa a quem”     Sempre digo aqui que o mundo precisa de exemplos, de pessoas que possam dar bons exempl...

    Faça seu comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *