SILVIO SANO > NIPÔNICA: NO “BALANÇO” DA COPA… HORA DE ACORDAR

 

 

Ao final de qualquer evento de interesse público, independentemente do porte, de modo geral sempre é feito um balanço pelos organizadores, ou com o objetivo de melhorarem ao próximo ou prestarem contas tanto para si próprios como para o público geral, principalmente quando o sucesso foi evidente e interessa repeti-lo.

O que dizer então de um do porte desta Copa, além de polêmico porque envolveu bilhões de reais do dinheiro público num país cujas necessidades fundamentais nunca teve mesma atenção desses mesmos governantes e que, por isso, desde junho do ano passado, convive com violentas manifestações, às vezes, claramente vinculadas a essa realização no país?

Nesse caso, não os organizadores, mas aqueles que possibilitaram sua realização no Brasil em detrimento daquelas necessidades básicas, vieram rapidamente a público, no dia seguinte!, para um “Tão vendo? Tão vendo?” e dizer que foi tudo maravilhoso e que derrotaram as previsões pessimistas. Maravilhoso? Sim, aos olhos dos estrangeiros, conforme pesquisa Data Folha, mas porque mais de 50%, por exemplo, já veio tendo ouvido mais relatos negativos do que positivos sobre o país. Assim, fazendo a coisa andar melhor do que o dia-a-dia, com “feriados”, só podíamos mesmo ter-lhes causado boa impressão. A questão de calor humano e hospitalidade do brasileiro, que mesmo na desgraça é alegre, bastando apenas “por mais água no feijão!” apenas vem a consolidar que, na verdade, saíram daqui iludidos com um Brasil maravilhoso.

E quanto a legado? Bom, “elefantes brancos” já até é o de menos se olharmos principaçmente aos seus arredores… até onde a vista “alcançar”, e refletidos em nós mesmos. Aliás, bem diferente do país campeão que, no dia seguinte à conquista, trabalhou normalmente e, na terça-feira, com público superior a 500 mil, recebeu seus campeões com festa… mas com hora marcada para se iniciar e se encerrar.

Dizer que os torcedores japoneses no deram aula de civilidade é “chover no molhado” porque estamos cansados de admira-los, mas não de praticar os “aprendizados”. O que podemos mostrar do que já havíamos visto com a tragédia do tsunami?

A Copa acabou?

Vamos “balançar” a rede.

Hora de acordar!

 

 

 

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Silvio Sano

é arquiteto, jornalista e escritor. E-mail: silvio.sano@yahoo.com

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