SILVIO SANO / NIPÔNICA: O FUTURO DO KARAOKÊ – PARTE III, RECADOS ÀS ENTIDADES

 

Quem diria? Chegamos à Parte III de uma Nipônica que não teve essa intenção. É consequência da repercussão, conforme comprova emails e comentários (página do Grupo Karaokê – Facebook) recebidos, justificando a abertura do debate. Como não há possibilidade de reproduzi-los na íntegra, farei uma síntese, sem citar nomes porque alguns optaram pelo “in box”.

Vamos lá. Algo ficou claro: karaokê é hobby… para a maioria! Ou seja, passatempo, lazer. No caso desta comunidade conhecida pela personalidade introspectiva pode-se considerar até como o hobby para se combater o stress do dia-a-dia. Isso… da parte dos cantores!

E da parte dos demais quesitos diretamente envolvidos, como jurados, som, contagem, regulamento e comissão organizadora? Suporte daqueles, o que se espera é nada mais do que posturas da forma a mais idônea e correta possível àqueles que são os sustentáculos dos concursos. Lógico que a recíproca é verdadeira, mas não como “o ovo ou a galinha”. Cantores primeiros, depois dependência mútua. Tanto são primeiros que bastaram sumir os jovens (?) para  a preocupação que originou o debate aflorar. Assim, é compreensível que a razão do afastamento possa estar ligada às posturas inadequadas no ambiente… de lazer que que vieram buscar, conforme observado nas mensagens.

“… e não se trata de um hobby barato, por isso precisa do mínimo de injustiça”, escreveu uma leitora, no “in box”. Duas cantoras do interior lembraram o sacrifício de se percorrer, 3, 4 horas para cantar 4 minutos e, depois, se frustrarem com posturas indevidas. “Tem um universo de cantores de animê cujo sonho é cantar em taikai, mas não participam porque têm de estar filiados a um kaikan”, escreveu outra. Não sabia. Recado à UPK? “E é preciso mudar o conceito de que só música enka ganha. Isso afasta os jovens. Antigamente cantávamos juntos e competíamos de igual para igual”, afirmou um cantor Pop, recém retornado aos palcos. E completou afirmando que, certa vez, ao cantar em uma categoria normal ouviu: “… mas é Pop. Por que não cantou no Pop?”

Prosseguindo, “Se a pessoa está na organização do evento não deveria participar… além de pegar mal se se classificar, ainda vai deixar de ajudar no evento…” falou outro que concordou com a afirmação inicial deste escriba e continuou, “quanto aos jurados, a única forma justa é eliminar a maior e a menor nota… Jurado é gente como a gente. Pode até ser imparcial, mas nunca neutro…”, e completou, “os únicos critérios objetivos do julgamento são afinação e ritmo, e ainda assim há uma relatividade nisso, senão engessa o cantor… Todo o resto é subjetivo, dependendo do gosto e da vivência do jurado. Cantor que arrasou, mas semitonou numa nota tira nota pior que outro que cantou quadrado, mas direitinho?”.  Pra se pensar.

Mas uma pergunta (nessa enquete?) não quis se calar em relação ao Paulistão: “Por que o campeão do Super Star diputou o Gran Prix?”… sem tirar o mérito do vencedor. Em tempo, a criação da categoria foi elogiada.

UPK, ABRAC e Regionais, há mais reivindicações, mas um presente Ouvidor é que costuma garantir um futuro promissor. Né, não?!!

 

Canto por hobby

Desencanto não pode…

Vamos reagir!

 

 

 

Silvio Sano

é arquiteto e escritor. E-mail: silviossam@gmail.com

 

 

 

 

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