SILVIO SANO > NIPÔNICA: O Japão na Copa… e no Brasil

 

 

 

Ontem, na comemoração do 106º aniversário da imigração japonesa no Brasil, ocorrida na Câmara Municipal de São Paulo organizada de forma conjunta pelos parlamentares nikkeis deste estado, recebi um pedido à Nipônica que, na hora, recusei… delicadamente, devido ao público deste jornal.

Foi da querida colega de redação, Luci Júdice, a quem sempre chamo de “a jornalista não nikkei mais nikkei da comunidade”. Hoje, duvido que  alguém refute minha nominação a ela. Bom, o pedido foi para que abordasse aqui sobre a faxina exemplar, pós jogo, dos torcedores japoneses nas arquibancadas do Arena Pernambuco e que teve enorme repercussão nas redes sociais. Minha alegação foi que à comunidade isso não era novidade, apesar de ao grosso da população brasileira, sim, além de imprescindível que saibam.

Mas refletindo bem, e até por minha afirmação no final do parágrafo anterior, já que de conhecimento da comunidade e imprescindível à nossa mal formada população, conclui que valia a pena abordar o tema, sim, até porque, aparentemente, somos os portadores ideais para lhe levar esse tipo de mensagem… educativa. Né, não?!

E já que nessa condição, então que não nos restrinjemos apenas a isso, valendo-nos da presença da seleção japonesa que trouxe enorme população de autênticos japoneses ao país, que se comportam assim de forma natural e que, na certa, trarão outros exemplos mais. Fiquemos, pois, atentos a fim de os enfatizarmos ainda mais para que sejam realmente referência de posturas que, como essa mostrada em Recife, depende apenas de si próprios, não custa nada e todos saem ganhando. Por isso, também não resisti e afirmei no post do Facebook que compartilhei, “que os japas não tinham perdido o jogo!

Eu disse, japas!, não seleção japonesa!!… rsrs. Da seleção, lá mesmo, tão logo terminou o jogo, escrevi que “… faltou aos Samurais Blue o espírito do Bushidô e sobrou ingenuidade!! E não falo isso, agora, só porque perdeu. Ainda no primeiro tempo, quando venciam, comentei com minha esposa que, com esse futebol não iriam longe e que a sorte era o outro lado ser muito ruim, principalmente nas finalizações. Ou seja, não basta ser aplicado diante de quem improvisa… Tomara que tenha sido apenas aquele mal dia!

Retomando o tema, deixei para o final, propositalmente, a última razão para atender a querida Luci vem das próprias observações de ontem, de um evento… nikkei!, para comemorar a vinda de ancestrais… japoneses! Ou seja, ótimo para correspondermos nesse aspecto do tema em questão. Mas não! Trinta e cinco minutos de atraso!, apesar de, como diriam alguns, no padrão… brasileiro!; formalismo, em mesmo padrão, com discurso de todos (onze)!, da mesa; citação exageradíssima de pessoas presentes (até eu e minha esposa!… rsrs, acho que… todos!), multidão de fotógrafos de pé cobrindo a visão de convidados, etc.

Enfim, topei a abordagem na expectativa de que sejamos instrumentos e não para que simplesmente nos moldemos ao meio! Né, não?!

 

 

Já escrevi que

O Meio Faz o Homem

Mas… pra reflexão!

 

 

 

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Silvio Sano

é arquiteto, jornalista e escritor. E-mail: silvio.sano@yahoo.com

www.nikkeypedia.org.br/index.php/Silvio_Sano

 

 

 

 

 

 

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One Comment

  1. Querido Silvio,

    Como sempre, adoro seus textos autênticos, com muito humor e às vezes críticos com elegância. Mas esse eu não esperava, superou as minhas expectativas, bateu um bolão! Parabéns!

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