SILVIO SANO > NIPÔNICA: O País da Piada Pronta!

Esta afirmação alcunhada ao nosso país, já de há muitos anos, é de autoria de José Simão. Alguma discordância? Nenhuma! Né, não?! E é bem mais verdadeiro do que aquela famosa, anterior, de que “O Brasil não é um país sério”, dita por Carlos Alves de Souza Filho, embaixador do Brasil na França, em 1963. Ou seja, já de há muito que nosso país chega mesmo a ser risível… rsrs… Ops!

Mas falando sério… Ops!, de novo… o auge veio no momento em que a possibilidade de impeachment da presidente Dilma começou a ser vislumbrada. E por quê?! Porque todos seus sucessores diretos tinham iguais possibilidades!! Isso, em razão das revelações advindas da Operação Lava-Jato, apesar dos foros privilegiados, que também justificam a alcunha ao país. Senão, vejamos a sequência a partir da já “deposta”: presidente Dilma Rousseff, vice-presidente Michel Temer, presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (também deposto), presidente do senado federal Renan Calheiros e presidente do STF Ricardo Lewandowski (à época). Só rindo mesmo… um estrangeiro.

E por que vem de longa data… chegar a esse ponto? Só posso entender que seja pela passividade de nosso povo causada, primeiro, por sua alienação provocada (pão e circo) e, segundo, pela prioridade de sobrevivência que impede os conscientes de irem às manifestações… sem contar o receio das violências, também provocadas, conforme ocorreram nas primeiras. Agora, ao menos, já está claro em quais ocorrem.

Mas piada mesmo é não entender como petistas de boa formação não “enxergam” as ações dos petralhas (verbete criado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, pela junção de petista com metralha, dos personagens ladrões de Walt Disney, mas que ele deixa claro que nem todo petista o é!), ou de que “pão e circo” seja sinônimo de “cortina de fumaça”. Desenho: as aparentes boas ações dos petralhas à população não vêm de desejos íntimos para realmente beneficiá-la, mas para lhe tapar os olhos para que não veja suas outras ações. Se a ganância não fosse tamanha, até teriam sucesso em suas pretensões. Por isso, acabaram até com as provisões ao “pão e circo”. A fumaça dissipou!

Se bem que, “não enxergar” seja algo também impregnado nos fanáticos. “Tão aí” os malufistas para não me deixar mentir, conforme já contei sobre um deles, um tio que, em pleno velório de minha mãe… e, portanto, da irmã dele, de tanto defender aquele político, e em voz alta, para interrompê-lo tive de lembra-lo sobre o ambiente onde estávamos.

Afora tudo isso há os interesses dos políticos profissionais, os maiores provocadores para que a alcunha cole bem em nós. Senão, como explicar as piadas do “destaque” no Impeachment de Dilma e, agora, o placar arrasador na merecida cassação do mandato de Eduardo Cunha? Alguém acredita que foram lampejos de amor à pátria dos nobres deputados?

Quando elogiado por minha criatividade em relação às abordagens (artigos ou charges) que faço em relação ao país, respondo com minha piada pronta: “apenas as cato no ar… do Brasil”!!… rsrs.

 

O Brasil da piada

Não é o país que quero.

Tô falando sério!!

 

SILVIO SANO

SILVIO SANO

é arquiteto, jornalista e escritor.

E-mail: silvio.sano@yahoo.com
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