SILVIO SANO: NIPONICA: Os vereadores nikkeis paulistas e o IPTU

 

Quatro anos atrás, quando postei, em um jornal da comunidade, a charge de um vereador nikkei paulista logo após escândalo que alcançou a mídia jornalística e televisiva, um de seus… “amigos” (da onça?, acho que não era assessor), na mesma semana, enviou um email àquele jornal, com cópia para mim, contestando meu ato, afirmando que não era formador de opinião e que ninguém me “daria bola”. Bom, formei a dele… que me deu bola… e ainda o brindei com minha resposta.

De qualquer forma, como o próprio vereador nunca se virou contra mim… ao menos, em minha frente… rs, conclui que fora iniciativa apenas do “amigo”. Ou seja, o vereador entendera que minha mensagem tinha a ver com satisfações que se deve dar, rapidamente, ao próprio eleitorado. Simples, assim. O problema é que demorou e, daí, teve de aguentar a bola de neve e… a consequência.

No final do mês passado ocorreu algo parecido no caso do IPTU de São Paulo e, dessa vez, envolvendo três vereadores nikkeis.

Na primeira votação (24/10/2013), um votou favorável ao aumento e dois nem votaram, mas suficientes para já causar grande animosidade na comunidade. Na segunda (29/10/2013, “final de noite”), os três votaram, dois contra e um a favor do aumento.

Dos que votaram contra, um estava ausente na primeira por motivo de viagem (Japão) e o outro mudou seu voto, que antes fora favorável. O que votou a favor, seguindo determinações do partido, justificou ao Jornal Nippak, que o fez “porque, como médico, a cidade de São Paulo precisa arrecadar para construir mais hospitais”. O que mudara o voto para contra teve um companheiro de mesmo partido que votou a favor…

Uma das razões para se trazer o assunto aqui, meu leitor sabe, é porque considero a maioria do eleitorado nipo-brasileiro como alienada e indiferente. Ou seja, para provocar. Mas, por esses dias, soube que um eleitor ao cobrar a postura daquele vereador que votou a favor, pelo Twitter, recebeu respostas nada educadas.  Fui lá conferir, mas não achei esse diálogo.

De qualquer forma, esta Nipônica tem a mesma intenção daquela charge, a de também lembrar que um parlamentar deve, sempre, estar sintonizado com seu eleitorado… e vice-versa. Né, não?!

 

Se sintonizado

Não há expectativa

Só consolidar

 

 

 

Silvio Sano

é arquiteto e escritor. E-mail: silviossam@gmail.com

 

 

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