SILVIO SANO > NIPÔNICA: Participar é preciso… para o bem próprio!

O tema desta Nipônica, depois de tudo que ocorreu ao longo da semana que passou, não poderia ser outro senão… o mar de lama, inclusive literal, que assola o país, ao qual José Simão, ou Macaco Simão, apelidou de País da Piada Pronta e outro brasileiro, o diplomata Carlos Alves de Souza Filho (e não Charles De Gaulle), deu-lhe a famosa frase “O Brasil não é um país sério!”

Todo esse mar de lama a que me refiro está estampado em todos os jornais, impressos e eletrônicos, inclusive fora do país, e o que é pior, em alguns, com até mais ênfase do que em determinados daqui. Isto é, com a ênfase adequada, o que significa que certa mídia daqui até o minimiza, para não dizer, omite certos “aspectos”. Se bem que, nesses casos, por alguma ideologia ou por patrocínios descarados que os mantém. Mas isto é outra história.

De qualquer forma, gerou debates e até discussões ferrenhas, principalmente, nas redes sociais. Como no caso da tragédia da barragem, em Mariana, que ocorreu quase que simultaneamente aos atentados terroristas, em Paris, cujo foco era ao fato de se dar mais importância a este do que àquela, quando ambos chocavam igualmente… ops!

E vieram, nessa lama, no Brasil, após a própria de Mariana, que ainda persiste; as prisões reveladoras de Bumlai, André Esteves e do senador Delcídio do Amaral; a confirmação de que a microcefalia advém do mosquito Aeds aegypti; a revelação de que os serviços de consultoria, que renderam R$ 2,5 milhões a Luís Cláudio Lula da Silva, vieram de um “copia cola” da Wikipédia; a desistência pelo TSE às urnas eletrônicas nas próximas eleições por falta de… dinheiro; a hospedagem de Dilma em hotel luxuoso, no COP21, em Paris, em tempo de crise econômica; etc., etc. Enfim, uma semana cheia mesmo… de lama. A barragem e a microcefalia fazem parte desta lista porque ocorrem por desleixos e falta de prevenção devida. Né, não?!

E como se portou a comunidade nipo-brasileira, principais lideranças, ou mesmo representantes políticos, nesse período? A impressão que tive foi… a de sempre… beirando a zero!! No passado, a uma tragédia como a de Mariana, ou mesmo ao da microcefalia, havia sempre movimentações para envio de ajudas, material ou até de voluntários.

Em relação às lamas políticas não ouvi, ou li, um “pio”. Na verdade, nem esperava mesmo, visto que a comunidade sempre se preocupou mais com seu status do que com ações coletivas que contribuem para garantir o usufruto do mesmo (status). Já comentei aqui do quanto é bom, mais do que a média brasileira, ter condições de usufruir do lazer, mas que melhor ainda seria realmente concretizá-lo, isto é, garantir a volta pra casa. Com passividade, sem participação, essa garantia fica cada vez mais difícil… e a lama, acima, cada vez mais frequente. E ficará irreversível se nos cobrir… como, no momento, já corremos esse risco, bolivariano.

É preciso reagir! Se é penosa, cansativa e sacrificada a participação física, escrita ou mesmo oral, saiba que é também possível contribuir com a mesma eficiência, apenas com votos bem direcionados, nas eleições.

 

Ao nosso futuro,

Participar é decisivo…

Mesmo pelo voto!

 

 

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