SILVIO SANO > NIPÔNICA: Serviços Públicos

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Por esses dias, uma cena e uma data fizeram com que retomasse esta Nipônica nos moldes originais, ou seja, fazendo reflexões sobre comportamentos diferentes, às vezes iguais, de cidadãos japoneses e brasileiros diante de mesmas situações, cada qual em seu país.

Apenas para relembrar, na primeira que escrevi, há quase 20 anos, abordei a questão do cidadão que saía com seu cão a passear pelas ruas e que durante o percurso acontecia o inevitável… ao cão, sendo que “lá” o dono o recolhia, enquanto que “cá”, ficávamos sujeitos às inevitáveis  pisadas no mesmo!

Abordei também a questão do lixo, tanto sobre depositá-los nos dias certos de coleta quanto de como deixa-los nas calçadas, assim como de ter citado um exemplo, no Japão, do reparo, no mesmo dia!, de uma defensa, em uma rodovia, que havia sido destruída em um acidente automobilístico de manhã e completamente recolocada à tarde. Nem precisei citar equivalentes aqui… rs. E, em vista dessa minha intenção, ao buscar mais exemplos em minha primeira antologia (O Meio Faz o Homem, 1997), deparei com o vazamento de água em minha rua, em que informava que isso ocorrera por corrosão devido às tubulações antigas (40 anos, na época!) e ainda de ferro fundido implantadas na rua! Pior, a tubulação continua a mesma.

E esse rodeio todo, apenas porque a cena que vi foi a de um pessoal terceirizado, da Eletropaulo ou Telefônica, impassível, sem saberem o que fazer diante dos galhos de uma grande árvore que envolvia toda a fiação e cabos, o que me remeteu a como esses serviços são feitos no Japão, comparados aos que presenciamos no dia-a-dia nesta nossa cidade! A da data está na imagem que ilustra este texto.

Quem não se lembra da via recuperada em uma semana pós terremoto e tsunami no Japão? Lá cada instituição faz o serviço completo ou são plenamente sincronizadas, porque fazem os reparos e não apenas os entregam prontos o mais breve possível como, se necessário abrir algum buraco, refazem o local do jeito que o encontraram… às vezes, até em melhores condições. Nem preciso “desenhar” como isso ocorre aqui. Né, não?!

 

Não custa nadinha

Apenas a boa vontade

E o respeito próprio!

 

SILVIO SANO

SILVIO SANO

é arquiteto, jornalista e escritor.

E-mail: silvio.sano@yahoo.com
www.nikkeypedia.org.br/index.php/Silvio_Sano
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