SILVIO SANO > NIPÔNICA: Triplo xXx… Tu Vens… Tu Vens…!

Em meados de agosto passado escrevi uma Nipônica usando como título o refrão, “Tu vens… tu vens… eu já escuto os teus sinais”, da música Anunciação, de Alceu Valença, crente de que a concretização daquilo a que me referia não passasse do final do ano. Ledo engano. E acreditava tanto nisso, que alguns amigos de meu círculo me cobravam, até com ironia, por minha afirmação demorar a se concretizar. Para alguns, aliás, impossível em se tratando da pessoa a quem me referia.

Minha reposta, sempre, era para que aguardassem mais um pouco, usando exatamente a figura do que ele ainda representava como razão, pela alegação de que os órgãos que o investigavam não poderiam se precipitar devido ao risco que correriam caso, por exemplo, o prendessem e logo tivessem de soltá-lo, levando tudo a perder. Ainda acho isso, de tantas evidências até para quem não tem poder e nem acesso a elas. Que digam as redes sociais… e, agora, o mundo inteiro!

E por que ainda representa tanto assim? Ótima pergunta. Né, não?! A alegação principal é a de que tirou milhões da miséria… pelo trabalho social (Bolsa Família?). Alguns, não em sua defesa, ainda lhe atribuem inteligência e esperteza, principalmente pela quase nenhuma formação acadêmica. Até mesmo o crítico que mais admiro, Reinaldo Azevedo, com o qual, nesse aspecto, discordo.

A mim, o “cara” não engana. Aliás, nunca me enganou. Não sou grande coisa, sei, apenas um simples mortal, mas foi minha percepção!!. Fazer o quê?! Já escrevi a respeito, aqui, e faço referência em meu livro, Sonhos Que De Cá Segui (1997), para explicar a admiração dos brasileiros ao empresário (?) japonês que os empregava… igual a um político muito conhecido nosso, do tal “rouba, mas faz!” Ambos, aplicavam a máxima romana do “ao povo, pão e circo”, cada um à sua maneira.

O japonês dava inúmeros benefícios aos brasileiros como excursões gratuitas em ônibus e hotéis de alta qualidade, empréstimos em dinheiro a endividados no Brasil a juros zero, etc., tudo para encobrir as sonegações que aplicava ao governo. Quando preso, aos brasileiros “beneficiados” custavam acreditar que ele fosse… “mau” assim! No caso do político brasileiro, como já é do conhecimento de todos, fico apenas com o exemplo de um tio… taxista! Beneficiado por suas tantas obras tornou-se um de seus admiradores “istas”. Para ser claro, um “malufista” roxo!! Para ser mais claro ainda, o “povo” da máxima romana, nesse caso, foram os motorizados, ou classe média para cima… rsrs.

Retomando ao do tema, “este”, beneficiou realmente o povo, mas graças ao que colheu do que o anterior plantou, visto que não tinha projeto de governo quando assumiu, mas ficando com os louros e só tirou milhões da miséria porque deu um Bolsa-Família acima do novo índice que “eles” determinaram como classe média (renda per capita de R$ 291 a R$ 1.019 – 2012). Simples assim!

Os sinais que escuto, agora, à máxima romana, estão aumentando aos poucos, de forma a confirmar outra, a de que “toda mentira tem perna curta”!! Né, não?!!

 

Máxima romana

Leva o autor à glória

Apesar de tudo.

 

SILVIO SANO

SILVIO SANO

é arquiteto, jornalista e escritor.

E-mail: silvio.sano@yahoo.com
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