SILVIO SANO > NIPÔNICA: Puxão de orelha… Precisaria?!

Na Nipônica anterior afirmei que o 23º Paulistão, para mim, foi o melhor de todos os tempos! Ao fazer tal afirmação, entenda-se que quis dizer sobre o todo… qualidade média dos cantores (739), organização, palco/cenário, som, etc. bem superiores às 18 edições anteriores que tinha assistido! Ainda acho isso, porém… e sempre tem um…

Pois bem, dois dias após seu encerramento, que durou três dias, a comissão postou no Facebook duas fotos mostrando filas de poltronas com lixo deixado nelas. As fotos não são tão reveladoras assim, mas pelo texto em que dão um pequeno “puxão de orelhas”, apenas aos que assim o fizeram, deve ter sido muito mesmo. “Nosso objetivo como equipe de rede social não é apenas compartilhar momentos belos num palco, mas também é de alertar e advertir certas condutas que não condizem com os preceitos de uma boa cidadania e responsabilidade…”, complementou.

Como se trata de rede social começou a “chover” comentários apoiando o “puxão”.

Teve quem se lembrou de costume japonês… “Sempre carrego um saquinho para, na saída, jogá-lo em alguma lixeira. Até catei os no meu caminho. Ontem, a TV Globo mostrou reportagem sobre as ruas sem lixo do Japão. A maioria no auditório era descendente de japoneses. Gente. Vamos seguir nosso povo!”, apelou. Até um membro da diretoria do Bunkyô, onde foi realizado, postou… “Realmente. Passei no auditório, no dia seguinte, e presenciei a montanha de lixo deixada lá!”.

Mas os comentários que não se restringiram ao lixo estenderam-se também a outra conduta que já muito inerente nessa “respeitada” comunidade nipo-brasileira. “Aproveitando esse espaço venho reclamar de um costume muito feio na colônia japonesa: o hábito de guardar lugares… Colocam algum pertence (como bolsas) inibindo outras pessoas a se sentarem. É hábito antigo, porém muito feio e egoísta. Tenhamos consciência. Querem se sentar, acordem mais cedo”, postou um que gerou novas concordâncias e até incitações. “Nesse caso… coloco a bolsa na cadeira vizinha e sento…”, novamente apoiado. “Bolsa não tem bunda e não precisa se sentar. Pessoas, sim!”

A melhor sugestão a esse quesito foi… “Vocês podiam fazer uma campanha. Igual à multa para quem para em vagas de cadeirantes e idosos… do tipo conscientização (notificação) nas poltronas onde houver bolsas ou pertences. Até com bom humor, mas que conscientiza os ‘infratores’ pelo constrangimento…”

Os flagrantes foram escandalosos. “Bem diante de mim tinha quatro lugares reservados, sem ninguém por horas. Somente à tarde apareceu um casal. Percebi que era deles porque a senhora pegou a bolsa que ali estava. Sinceramente…”; ou… “Uma senhora implicou várias vezes comigo por sentar no lugar onde havia uma bolsa, apesar de lhe dizer que sairia tão logo a dona aparecesse. A dona não apareceu e a bolsa continuava lá”; etc.

A comissão, no post, aceitou as sugestões, agradeceu, mas deixou claro que não fora por falta de aviso… o que é pior.

Vale a pena, pois, contribuir socializando esse “puxão de orelhas”. Né, não?!

 

Todo mundo faz

É desculpa dos fracos!

E sua moral?!

 

SILVIO SANO

SILVIO SANO

é arquiteto, jornalista e escritor.

E-mail: silvio.sano@yahoo.com
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