SILVIO SANO: TIRO PELA CULATRA

 

Depois de junho do ano passado, quando começaram as manifestações por todo o país, com finalizações sempre de modo violento devido ao uso político das mesmas e provocando resfriamento naquilo que poderia se transformar no “grito” justo da população, a partir de outra que era exclusiva dos jovens, os rolezinhos, agora também manipulada, voltaram as violências, o vandalismo e o roubo… sem punição.

Por que isso vem ocorrendo? Isso, de se começar pacificamente para depois descambar para a violência? Não é preciso ser especialista para entendê-las, ainda mais neste país onde o “jeitinho”, na verdade, é para os que têm… ou acham que tem; onde, “espertos” também tem muitos (andar no acostamento, fazer fila dupla em escolas, jogar lixo na rua, etc. e etc.); onde “tombou caminhão de carga” avançam para “pegar o seu”; onde políticos legislam aos próprios umbigos; etc. e etc. e onde não se vê punição. Daí, como oportunistas também temos muitos, estimulados pela baderna provocada por “aqueles”, as manifestações acabam ficando igual ao caminhão tombado. Né, não?!

Pois bem, mas por que o uso político delas? Exatamente! Porque as eleições estão aí e é preciso abafá-las se quiserem manter suas condições privilegiadas. Suas, de quem? Oras, basta ver as reivindicações a seguir daquela que foi o estopim, apesar de iniciada por um grupo com outros propósitos, para se concluir. E vendo como as manifestações começaram a se alastrar, até porque ocorria a Copa das Confederações, mais uma das razões (a presidente sentiu na carne… bem como o da FIFA), era necessário, pois, fazer algo, nem que à base da violência. Só não contavam que, com isso, os oportunistas também apareceriam e, daí, o tiro acabou saindo pela culatra.

Mesmo assim estão conseguindo o objetivo de abafá-las porque os cidadãos comuns, honestos, os constroem verdadeiramente o país, aos poucos, vão se afastando… conformados. Conformados?! Não!! Até porque há uma outra manifestação sem risco, ao menos físico, que é o das urnas se se pretenda que o país não mais patrocine Copas, Olimpíadas ou obras em outros países sem, antes, ter resolvido seus problemas básicos primeiro. Né, não?!

 

 

A gente até aponta

O momento é ideal

Depende de ti!

 

 

 

Silvio Sano

é arquiteto e escritor. E-mail: silviossam@gmail.com

 

 

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