SOCIAL: Bunkyo concede Prêmio Literário Nikkey de 2013

 

O público lotou o Salão Nobre da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, na tarde de 16 de novembro para homenagear o 43º Prêmio Literário Nikkey de 2013, no bairro da Liberdadeem São Paulo.Oprêmio foi concedido a Hiroshi Nakashima pela obra “Bougainvilia, Terras Longínquas”, Shinji Tanaka pela obra “A Vida de Tomoo Handa”, Editora Nikkey do Raul Takaki pela publicação do livro “80 Anos da Imigração Japonesa na Amazônia”, Editora Toppan Press do Keiji Okuyama por excelentes serviços prestados à comunidade Nipo-Brasileira, na área editorial, Angel Bojadsen da Editora Estação Liberdade, Prêmio Especial ao autor do livro “Cinema Japoneses na Liberdade”, Alexandre Kishimoto. Na Seção de Mangá o prêmio foi concedido para Alexandra Ferreira e Renato Ivo com a obra “Posso ver novamente o oriental”, Marco Antonio Abe com a obra “O outro lado da luta”, Rafaela Miyai com a obra “Arigatô, Obrigado”. A sessão foi conduzida pelos apresentadores Madoka Hayashi e Tuyoci Ohara.

Participaram da cerimônia de premiação Yusuki Nakayama (Vice-cônsul do Consulado Geral do Japãoem São Paulo), Kihatiro Kita (presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Akira Fukano (Diretor da Fundação Japãoem São Paulo) Yoshiharo Kikuchi (Presidente da Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo), Keizo Uehara (Diretor da Fundação Kunito Miyasaka), Teruo Hama (Presidente da Comissão de Atividades Literárias), Seiti Sacay, Tomio Hatsuragawa (representado vereador Aurélio Nomura), o empresário Kenji Kiyohara, monge Francisco Handa, entre outros.

Nas palavras de agradecimento o antropólogo Alexandre Kishimoto relatou.

“Boa tarde! Primeiramente eu gostaria de agradecer ao Dr. Tuyoci Ohara e ao Sr. Francisco Handa, em nome de todos os membros da Comissão de Atividades Literárias – Seção de Língua Portuguesa, pela leitura e outorga do Prêmio Especial ao livro Cinema Japonês na Liberdade. Do Bunkyo, agradeço também ao Eduardo Goo Nakashima, que desde o início apoiou a publicação do livro, e à Dona Lídia Yamashita, pela parceria com o Museu Histórico da Imigração Japonesa, que cedeu preciosas imagens para a publicação.
Agradeço a Rose Satiko Hikiji, minha orientadora no Departamento de Antropologia da USP, e à Sylvia Caiuby Novaes, coordenadora do Grupo de Antropologia Visual da USP, com quem divido este prêmio; devo muita gratidão aos antigos freqüentadores dos cinemas da Liberdade que concederam depoimentos à pesquisa, e em nome deles agradeço ao Prof. Sedi Hirano; agradeço também ao Angel Bojadsen, editor chefe da Estação Liberdade, que enxergou que o trabalho acadêmico poderia se tornar um bom livro, e ao Fábio Bonillo, pelo empenho e esmero em sua editoração. Agradeço também ao Sr. Akira Fukano – diretor geral da Fundação Japão, pelo importante apoio que Fundação concedeu para a publicação do livro; e também ao apoio concedido pela Fapesp, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, sem os quais este livro não existiria.

Agradeço às famílias a que pertenço: Kishimoto, Kunieda e Troncarelli, que deram todo o apoio afetivo, material e espiritual, em especial aos meus pais, Isaac e Setuco, e à minha companheira, Maria Cristina. Agradeço aos meus amigos e colegas antropólogos pela interlocução e pelo carinho, porque nunca construímos as coisas sozinhas. Sou muito grato à Associação Cultural Cachuera! e ao Núcleo Hana de Pesquisa e Criação Teatral, coletivos com quem tenho uma alegria imensa de trabalhar.

Abro aqui um pequeno parêntese.  Em 1947, o meu avô, o educador e jornalista Koichi Kishimoto escreveu e publicou aqui no Brasil em língua japonesa um livro cujo título é “Isolados no campo de batalha da América do Sul”. Neste livro ele denunciou casos de violações aos direitos civis de japoneses e nikkeis promovidos pelo estado brasileiro durante a Segunda Guerra.

Por causa do livro, ele foi denunciado com antibrasileiro, ameaçado de desnaturalização e deportação e os exemplares da segunda edição foram confiscados das livrarias. Em 1998 graças ao professor Shuhei Hossokawa, o livro foi publicado no Japão. Neste ano, o documentarista Mario Jun Okuhara elaborou um relatório sobre estes casos de violações incluindo trechos traduzidos do livro de Koichi e o encaminhou para a Comissão Nacional da Verdade. No dia 10 de outubro, em solenidade realizada na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em nome da Comissão Nacional da Verdade (CNV), a advogada Rosa Cardoso pediu perdão aos japoneses perseguidos no Brasil após a Segunda Guerra Mundial. Dedico este prêmio ao trabalho e à memória deste corajoso brasileiro, Koichi Kishimoto. Obrigado!”.

 

 

(Fotos: Luci Judice Yizima)

 

 

Redação

Redação

nippak@nippak.com.br
Redação

Últimos posts por Redação (exibir todos)

Related Post

MUSICA: Tsubasa realiza Show Especial em São Paulo...   Dia 31 de Agosto acontece em São Paulo um grande show Especial para os fãs da cantora japonesa Tsubasa, denominado "How to Fly - Sora No Tob...
AKIRA SAITO: KI KEN TAI “O Ser humano deve sempre buscar a excelência em tudo que faz”   No Kendô temos um conceito que se diz: KI KEN TAI – “KI” energia, espírito, ...
SILVIO SANO: NIPONICA: Bonenkai, blitz, alegria e ...   Bom, caro leitor, aproxima-se o final do ano e por todos os lados o clima já é evidente. Os shoppings estão enfeitados e com papais-noéis em q...
CANTO DO BACURI > Francisco Handa: Dia de aniversá...   Dia de aniversário   Quantas vezes as velas foram acendidas e novamente o bolo enfeitado carregado no açúcar refinado ...

Faça seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *