TACHINEPUTA: Polícia investiga causas do incêndio que destruiu parte do carro alegórico japonês

A Polícia de Mogi das Cruzes (SP) está investigando as causas do incêndio que destruiu parte do carro alegórico Tachineputa, um dos principais trunfos do desfile deste ano da Águia de Ouro, que este ano homenageou os 120 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão com o tema “Brasil e Japão – 120 Anos de União”. O desfile contou com apoio do Instituto Paulo Kobayashi (IPK) e do Consulado Geral do Japão em São Paulo.

 

Carro alegórico foi um dos destaques da Águia de Ouro (Arquivo /  Aldo Shiguti)

Carro alegórico foi um dos destaques da Águia de Ouro (Arquivo / Aldo Shiguti)

 

O carro, uma doação da prefeitura de Goshogawara, na província de Aomori – que anualmente realiza o Festival Tachineputa – para a Águia de Ouro e para o IPK, estava na sede de campo do Bunkyo de Mogi das Cruzes – Associação Cultural de Mogi das Cruzes –, onde foi exposto durante a 30ª Festa de Outono – Akimatsuri – realizada em abril.

Segundo o presidente do Bunkyo de Mogi, Kiyoji Nakayama, o incêndio ocorreu na noite do dia 4 de junho (feriado de Corpus Christi).

“Fomos avisados por um funcionário que mora dentro da sede”, disse Nakayama, explicando que estava viajando em função do feriado. “No dia seguinte comuniquei o Instituto Paulo Kobayashi e o Consulado Geral do Japão em São Paulo”, disse ele, afirmando que também registrou o Boletim de Ocorrências. “Agora estamos aguardando a perícia para saber as causas do incêndio”, explicou Nakayama, que lamenta muito o ocorrido.

O presidente do Conselho do IPK, Victor Kobayashi, que intermediou a vinda do carro – juntamente com o Consulado Geral do Japão em São Paulo –, minimizou o ocorrido. Segundo ele, o acidente vai apenas antecipar a incineração oficial na Receita Federal que já estava programada conforme acordo firmado com a Prefeitura de Goshogawara.

Segundo apurou o Jornal Nippak, o transporte do carro alegórico para o Brasil, incluindo uma comitiva com 13 técnicos japoneses, teria custado cerca de 22 milhões de ienes. Depois do desfile, o Tachineputa ficou na quadra da Águia de Ouro, de onde foi levado para Mogi com custo estimado entre R$ 30 e R$ 40 mil.

Nakayama disse que a Acal (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade) e Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil) manifestaram interesse em expor o Tachineputa no Tanabata Matsuri e no Festival do Japão, respectivamente, mas não levaram a conversa adiante.

(Aldo Shiguti)

 

 

 

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