TÊNIS DE MESA: A influência japonesa no tênis de mesa brasileiro

 

Uma das perguntas que mais escuto em todos os Mundiais que estive presente (16 Torneios desde 1991) é porque somente no Brasil ainda encontramos atletas caneteiros (empunhadura asiática, como segurar uma caneta, baseado no uso dos “hashis”)? Se na própria equipe japonesa atual masculina e feminina, já não há mais nenhum neste estilo, ou seja, todos são clássicos (empunhadura como o aperto de mão, tênis de campo).

 

Eduardo Tomoike, Bicampeão Sul-americano Sub-11 e Campeão Latino-Americano Sub 11 no Individual (Arquivo Pessoal)

 

O melhor brasileiro ranqueado na Federação Internacional, Cazuo Matsumoto é caneteiro, porém, 96% no Mundial são clássicos.

Outros que serviram a seleção em Mundiais e foram famosos no estilo caneta: Hugo Hoyama, Claudio Kano, Biriba, Ivan Severo, Betinho, Carlos Kawai, Silnei Yuta, Manuel Medina, Edu Barone, Ricardo Inokuchi (depois mudou), Aristides Nascimento, Fumihiro Takahashi, Gilmar Aleixo, Carlos Rufino, Luis Mauro, Washington Spolidoro, Nelson Ogassawara, Dagoberto Midosi, Hugo Hanashiro, Acacio Cunha, Tsai Tung Chen, Monica Dotti, Suely Yamada, Rosana Puppo, Emiko Takadatsu, Sandra Noda, Elizabeth Noda, Elizabeth Mukuno, Paula Tiberio, Rosangela Guariglia, Eugenia Taira, Valesca Maranhao. Ja na nova geracao da selecao brasileira, apenas dois ainda se mantem caneta, Jeff Yamada e Eduardo Tomoike, os demais sao classicos.

Isso demonstra a importância dos japoneses na divulgação da modalidade no país, liderados pelo saudoso Haruo Mitida, que além dos ensinamentos técnicos, mantiveram um pouco da cultura nos eventos organizados pela Comissão Organizadora Intercolonial e da Liga Nipo- Brasileira, que são exemplos de respeito, disciplina, valorização do atleta e honestidade.

Relação entre “sempai” e “kohai”, sempre respeitando os mais velhos, buscar ser justo e correto, ter gratidão, reconhecimento e ser prestativo, sempre trabalhando em equipe, são alguns dos princípios que difundimos aos alunos na modalidade.

Já na parte técnica a tendência mundial e o estilo clássico, devido a facilidade nos golpes de backhand (lado esquerdo do destro), velocidade na troca de lados de “forehand” para “backhand” e a utilização de golpes como “chiquita”, “backhand topspin” que só os atletas neste estilo conseguem executar.

Porém no Brasil ainda predominam o estilo caneta na iniciação sem orientação e no momento do lazer entre amigos que brincam de pingue-pongue.

 


*Engenheiro Marcos Yamada, consultor especialista em tênis de mesa

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