TÊNIS DE MESA: Final da hegemonia chinesa?

Após a segunda guerra, em 1945, Mao Tse Tung e Zhou En Lai, criaram um ousado projeto para massificar o tênis de mesa na China e assim formarem um primeiro campeão mundial da história no esporte. Atualmente o país tem 10 milhões de praticantes filiados contra 10 mil no Brasil.

 

Ma Long, uma das feras do tênis de mesa da atualidade, perdeu para o alemão Timo Boll. Foto: divulgação

 

De 1926 a 1952, os europeus, precursores do tênis de mesa dominavam a modalidade. Já na década de 50 o Japão reinou e na de 60 passou a dividir a hegemonia com a China. Nos anos 70 os Europeus retornaram a conquistar alguns títulos, devido a “era da cola mágica”, um tipo de “dopping” na raquete que somente eles conheciam. Em 80 retornam os chineses, interrompidos na ala masculina por uma geração de Ouro da Suécia, que manteve durante 6 anos o topo do ranking mundial, de 1989 a 1994.

De 1995 até hoje os resultados de 50 anos de implantação, estudos e investimento chinês, reinaram no meio mesa-tenístico.

No feminino, de 1975 a 2017, venceram 19 títulos mundiais, perdendo apenas em 1991 para as duas Coreias unidas e em 2010 para a Cingapura, onde haviam 3 chinesas naturalizadas.

No masculino de 1975 a 2017, venceram 16 títulos, perdendo em 1979 para a Hungria (cola mágica), perderam 4 títulos para a geração de ouro Sueca.

Nos últimos dois eventos, os melhores atletas chineses no masculino não tem conquistado mais o ouro, assim como no feminino as japonesas tem vencido as chinesas em importantes eventos na Ásia.

Qual o motivo ?

Será que foi após o escândalo no último Campeonato Mundial em Dusseldorf 2017, na Alemanha, onde o competente técnico da equipe feminina, Kong Linghui, que foi campeão mundial (1995) e olímpico (2000) foi punido e desligado da Comissão Técnica por estar no cassino jogando e descoberto das altas dívidas que mantinha?

Seu parceiro de dupla e técnico do masculino Liu Guoliang, também campeão olímpico (1996) e Mundial (1999), tomou as dores e logo depois saiu da Comissão Técnica?

A partir disto os melhores atletas chineses começaram a boicotar a equipe nacional e em pleno aberto da China, vários deles não se apresentaram e perderam por W.O. Fato histórico para a modalidade.

Após estes eventos, os chineses parecem não estar mais importando em manter o alto padrão de jogo, será que estão treinando ou boicotando? O que acontece nos bastidores?

O resultado esta aí, nos últimos 2 Opens, os alemães, Timo Boll e Dimitrij Ovtcharov chegaram nas finais derrotando os campeões mundiais chineses, surpreendendo o tênis de mesa mundial.

 

MARCOS YAMADA

MARCOS YAMADA

Engenheiro e Consultor Especialista em Tenis de Mesa
MARCOS YAMADA

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