TÊNIS DE MESA: Hoyama torce para que Gui Lin defenda o Brasil em Londres

Depois de seis anos no país, a chinesa Gui Lin foi informada no último dia 3 que o Departamento Jurídico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) recebeu um comunicado positivo do Ministério da Justiça sobre sua naturalização.

“Estou muito feliz neste momento, sem palavras para expressar tudo que estou sentindo, Obrigada por tudo. Meus amigos, familiares e a todos que sempre estiveram presentes em minha vida, colaborando em todos os sentidos”, agradeceu a mesa-tenista ao site da CBTM.

Gui Lin obteve a naturalização brasileira (foto: divulgação)

 

“Obrigada a todos que jamais desistiram de lutar comigo nessa caminhada e a todos que sempre estiveram ao meu lado mandando boas energias, torcendo para que tudo desse certo e nunca deixando com que eu me abatesse”, completou.

Gui Lin chegou ao Brasil aos 12 anos para um intercâmbio estudantil. Já praticava tênis de mesa, começou a estudar e se instalou em São Bernardo do Campo, onde conheceu Hugo Hoyama, que acreditou no potencial dela e tornou-se seu treinador.

Gui Lin não participou da Seletiva Olímpica que aconteceu no Rio de Janeiro, quando Lígia Silva e Caroline Kumahara conquistaram as vagas. No entanto, ainda tem chance de ir a Londres como terceira integrante da equipe. A Comissão Técnica da Seleção deverá anunciar o nome da beneficiada no final do mês.

A concorrente mais forte da agora brasileira Gui Lin, que agora está apta a representar o país em todas as competições, é Jessica Yamada, atual campeã Latino-Americana.

 

Repercussão – Para Hoyama, “o tênis de mesa feminino do Brasil só tem a ganhar com ida de Gui Lin para Londres” “Apesar de ter vindo da China, ela não é mais uma daquelas atletas que só vem para jogar e não ajuda no desenvolvimento da modalidade. A Gui Lin está desde os 12 anos no Brasil e tem uma história aqui”, explicou Hoyama, acrescentando que a agora chinesa naturalizada brasileira possui um estilo de jogo “rápido”.

“O que faltou e falta para ela e que vai começar a aparecer agora, é a experiência já que a Gui Lin ficou praticamente quatro anos jogando e treinando com as mesmas jogadoras. Com a naturalização ela vai poder ganhar ritmo de competição. Não digo que ela tem um jogo muito acima das outras brasileiras, mas, sem dúvida, é diferenciada e estou na torcida para que ela vá para Londres. Não só pensando em resultados imediatos porque uma medalha em 2012 será difícil, mas projetando para 2016”, explica Hoyama, afirmando que, caso ela seja a escolhida “terá que mostrar serviço, mas vai contar com o nosso apoio”.

(Aldo Shiguti, com o site da CBTM)

Redação

Redação

nippak@nippak.com.br
Redação

Últimos posts por Redação (exibir todos)

Related Post

KYODO MATSURI: Amanda Kimie Lamera Higa é a nova M... Ponto alto do 30º Kyodo Matsuri, realizado pela Associação Okinawa Kenjin do Brasil e Centro Cultural Okinawa do Brasil (CCOB), em Diadema (SP), o con...
TÊNIS DE MESA: Circuito Fedeesp Butterfly incentiv... O Circuito Fedeesp Butterfly de Tênis de Mesa é um evento revolucionário que veio para somar, não para dividir ou gerar discórdia, respeitando as data...
III ENCONTRO DE PISCICULTURA – EMBU DAS ARTES/SP Dia 22/05/2015 Horário: 8h às 15h Ingresso: Entrada Gratuita I TORNEIO DE PESCA ESPORTIVA – EMBU DAS ARTES/SP Dias 23 e 24/05/2015 Horá...
CIDADES/CURITIBA: Programa com a Jica traz novas t...   A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) e a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica) iniciaram na semana passada, em Curiti...

Faça seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *