TÊNIS DE MESA: Takeda-san, o primeiro japonês no comando da Seleção Brasileira

 

Pela primeira vez na história do mesa-tenismo brasileiro, um japonês é convocado para ser técnico da seleção brasileira de tênis de mesa.

O trabalho de Toshio Takeda (43) teve início no Brasil Open, na cidade de Santos, e depois no Campeonato Sul-americano Mirim na cidade de Lima, no Peru, em junho passado.

Na história do país, só tivemos técnicos chineses, cubanos, franceses e portugueses.

 

Toshio Takeda (D), fazendo história no tênis de mesa brasileiro (foto: divulgação)

 

Toshio Takeda, natural de Yokohama, veio para o Brasil em 2006, a convite do clube ADR Itaim Keiko, em São Paulo, para cuidar do Grupo de Elite, onde treinam os melhores atletas da entidade. Daí começou um processo de mudança em toda a mentalidade e sistema de treinamento do grupo.

Criou capitães para ensinar a importância da relação “sempai” x “kohai”, reuniões “shugou” no início e no final de treino para considerações gerais sobre os objetivos do dia, desenvolvimento do sentimento de “espírito de equipe” e fortaleceu a disciplina e regras para valorizar o treino.

Se o clube já era referência em resultados através da dedicação e união dos atletas, Takeda-san (como é chamado), veio para somar e fortalecer em novas técnicas e trouxe novas metodologias de ensinamento, em especial o planejamento.

Seu melhor resultado, dentre vários, foi ter conquistado o título nacional japonês em duplas masculina adulta como técnico, no “Zen Nippon All Championships” em 2001, com a dupla Kito Akira e Nohira, desbancando famosos como Shibutani, Matsushita, Tasaki, Imaeda. Detalhe: para ganhar de forma invicta um Campeonato Japonês, é necessário concorrer com mais de 2 mil duplas.

Responsável direto pela evolução dos atletas da seleção brasileira: Jéssica Yamada, Eric Mancini, Jeff Yamada, Larissa Saito, Eduardo Tomoike, Gustavo Hayashi, Carlos Ishida, seu trabalho foi reconhecido e então veio sua convocação para ser técnico, premiando seu excelente trabalho profissional.

Segundo Takeda-san, a maior dificuldade de viver no Brasil é o de entender os costumes, hábitos, a gratidão, o respeito e a forma de pensar. Embora acredite que esta adaptação ainda vai levar um bom tempo, já que o choque cultural é muito grande, quer ficar nos país por muitos anos. ´

 

*Marcos Yamada 

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