TÊNIS DE MESA/JOGOS OLÍMPICOS: ‘Convocação veio à tona por incoerência e injustiça’

Segundo a mídia, após o recorde de medalhas do Hugo Hoyama no Pan, nunca o tênis de mesa foi tão divulgado nos meios de comunicação como foi após a convocação da chinesa recém-naturalizada brasileira, Gui Lin, no lugar da “nikkei”, Jéssica Yamada. Acredito que o fato veio à tona mais pela injustiça e incoerência cometida pela Comissão Técnica da Confederação Brasileira.

 

A mesa tenista Jéssica Yamada, preterida por Gui Lin (foto: arquivo pessoal)

Se fossem indicados, Cazuo Matsumoto (Melhor Atleta Latino-Americano ranqueado na Federação Internacional) e Jéssica Yamada (atual campeã Latino-Americana Individual Adulta 2012), com certeza não teríamos tanto alarde, pois era o mais esperado pelos especialistas.
As justificativas para colocar a chinesa naturalizada e que não convenceram nem a mídia e muito menos quem participa no meio:
1) Como ganhar de presente uma Olimpíada, que é o sonho de todo atleta brasileiro numa análise subjetiva.
2) Não participou do Ciclo Olímpico do COB, Jogos Sul-americanos, Jogos Pan-americanos e Mundiais, Latino-Americanos e Sul-americanos.
3) Nunca disputou uma seletiva nacional, como prevê a regra para integrar a equipe nacional (Jéssica foi campeã em 2010 e 2011 -1ª vaga).
4) Há muito tempo não treina forte, por inúmeras lesões nas costas e tornozelo, portanto, não está 100% em condições.
5) O nível técnico de ambas é muito similar. A vaga poderia ser colocada numa disputa na mesa, o que seria menos pior do que indicar sem critérios.
6) Jéssica Yamada, abdi­cou da universidade para dedicar 5 anos de sua vida em busca do sonho Olímpico, isto é ser justo com os brasileiros?
6) Acaba com a motivação de inúmeras crianças que acreditam em critérios para se chegar a uma Olimpíada, pois este pode ser um artifício a ser utilizado futuramente para buscar medalhas Olímpicas.
7) Não há garantia de medalhas para esta troca de atletas, a equipe continuará igual, sem chances nenhuma, então, porque mudar e desmotivar uma nação?

Portanto, para participar de uma Olimpíada, não precisou provar nada, nem ter resultados, só um nome chinês.

Marcos Yamada, pai indignado

 

*Excepcionalmente nesta semana deixamos de registrar os resultados da 5ª etapa da Liga Nipo-Brasileira de Tênis de Mesa realizada no último final de semana no Ginásio de Esportes do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), que será publicada na próxima edição impressa do Jornal Nippak. Confira os resultados no site: www.nippak.com.br

**As matérias assinadas não refletem a opinião do jornal

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