TRADIÇÃO: Associação de Ikebana do Brasil comemora 50 anos com “Exposição Coletiva”

 

A Associação de Ikebana do Brasil completa 50 anos de atividades no Brasil, e comemora em grande estilo o seu Jubileu de Ouro com uma grande “Exposição Coletiva de Ikebana” neste fim de semana (27 e 28), das 10h às 20h, no Hall de entrada do Grande Auditório da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

A solenidade de abertura acontece no sábado, a partir das 19h no Salão Nobre da entidade. Na mostra estarão expostos 100 arranjos de diferentes formatos, desde o clássico, neoclássico até o mais moderno.

 

Lima presidente da Associação de Ikebana do Brasil acompanhado de Teruco Kamitsuji presidente da Comissão de Incremento Social do Bunkyo e Analia Kita (foto: Luci Judice Yizima)

 

O presidente da Associação de Ikebana do Brasil, Erisson Thompson de Lima fala das escolas que estarão participando da exposição. “Participarão as escolas Ikenobo Kadokai Nambei Shibu, Instituto de Ikebana “Ikenobo” do Brasil, Associação de Ikebana Kado Ikenobo Tatibana da América Latina, Kado Misho Kai, Ikebana Sanguetsu, Associação Cultural de Ikebana Kooguetsu Ryu, Koryu Shoto Kai, Associação de Ikebana Ohara Ryu do Brasil, Saga Ryu, Seiguetsu Ryu,  Shoguetsudo Koryu, Ikebana Sogetsu, Ikebana Sogetsu de Brasília”, diz. “Ao todo são treze escolas com 100 arranjos, obras de alunos e mestres, destaque para o taisaku (arranjo super grande)”, comenta o presidente.

“Nesta mostra, o público terá uma visão completa de como a arte milenar de Ikebana progrediu muito. As obras se misturam do tradicional ao moderno”, explica. “A difusão da arte de ikebana no Brasil, está em voga, conquistou o gosto do brasileiro”, completa a vice-presidente da associação, Emiko Miji Ide.

Além da exposição será ministrada uma demonstração da arte de ikebana nos dias 27 e 28 de outubro das 14h às 16h no Grande Auditório do Bunkyo.

(Luci Júdice Yizima)

 

 

Ikebana a origem

 

Origem – A arte do arranjo floral teve como origem a oferenda de flores aos deuses, dando ênfase ao uso de materiais e formas em seu estado natural. Somente no século 14 que o tatehana (colocar a flor em pé no altar budista) de cunho apenas religioso incorporou também o cunho estético e se desenvolvem as técnicas para os arranjos florais.

 

Ikebana (foto: Luci Judice Yizima)

O Rikka, considerado o fundamento do ikebana, foi o primeiro estilo a ser consolidado como tal: colocado em posição vertical, os galhos saem do vaso como suporte para recriar o conjunto da paisagem. Do Rikka (composição a partir de sete ou nove partes básicas) originou o Shokka, que a partir de seus três elementos (shin, soe, tai) foram criadas as bases do Nagueire e do Moribana.

No estilo Moribana (literalmente, flores empilhadas), de acordo com o livro “Ikebana, Arte e Criação no Estilo Ikenobo”, das professoras Kimiko Abe e Tokuko Kawamura (editado em 1993 pela Aliança Cultural Brasil-Japão), arranjam-se as flores e galhos como se estivesse empilhando-os. Tanto neste estilo como no Shokka, as formas básicas são determinadas por galhos com funções preestabelecidas. Os três elementos, shin, soe e tai, formam um triângulo, tendo cada um a sua função primordial: shin é o galho principal e determina a forma geral do arranjo. Soe tem a função de apoiar o shin, e o tai estabelece a harmonia e o equilíbrio entre o shin e soe. O arranjo do Shokka, na maioria das vezes, resulta no formato de meia-lua e considera o galho shin como representativo do homem, soe do céu e tai da terra.

No Nagueire, explica às professoras, a forma básica é caracterizada pela inclinação dos galhos e flores arranjados em vasos fundos, jarras ou pontes alongadas. Enquanto no Moribana, os galhos possuem funções preestabelecidas, no Nagueire, eles devem proporcionar harmonia entre as plantas e o vaso.

A partir de 1900, com as transformações no estilo de vida dos japoneses, a criação artística do ikebana também se libertou das formas até então consagradas (vamos chamar de Ikebana Clássica). Principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, com o movimento Guendai-ka (Ikebana Moderna), foram incorporados novos materiais aos arranjos, deixando de se limitar aos vegetais.

Fonte: Livro “Guia da Cultura Japonesa”.

 

SERVIÇO

Exposição Coletiva de Ikebana

Onde: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social Rua São Joaquim, 381 – Liberdade – São Paulo – SP (Próx. ao metrô São Joaquim)

Data: 27 e 28 de outubro

Horário: 10h às 20h

Entrada Franca Informações: (11) 3208-1755

 

 

 

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