TRADIÇÃO: Bairro da Liberdade festeja o 43º Moti Tsuki Matsuri

 

Você não pode perder ao tradicional Moti Tsuki Matsuri, denominado de Festival do Bolinho da Prosperidade que será realizado no dia 31 de dezembro, a partir das 9h da manhã, na Praça da Liberdade,em São Paulo, em comemoração a passagem do ano, agradecendo aos Deuses todas as dádivas e benefícios recebidos durante o ano, abençoando a prosperidade e fartura do ano 2013, desejando muita saúde, paz e harmonia em 2014. Em sua 43ª edição, o evento acontece anualmente e são distribuídos gratuitamente na Praça da Liberdade 20 mil saquinhos, contendo um moti branco (representando a Paz) e um moti vermelho (representando a prosperidade e o sucesso). Também será servido na Praça da Liberdade Ozoni com moti (sopa da felicidade).

 

Bairro da Liberdade festeja o 43º Moti Tsuki Matsuri (Foto: Luci Judice Yizima)

 

O presidente da Acal – Associação Cultural e Assistencial da Liberdade, Hirofumi Ikesaki destaca a importância do evento na comunidade nikkei. “O dia 31 de dezembro, teremos na abertura oficial uma Cerimônia Xintoísta, a benção do ministro Kazuo Osaka, a partir das 10h. O público lota a Praça da Liberdade para ver a demonstração da confecção e produção de moti (bolinho de arroz) com a participação de todas as autoridades, convidados e voluntários”, afirma. “Simultaneamente é feita à distribuição de moti gratuitamente a todos os participantes e ao público em geral até as 13h00. Também haverá uma festa de confraternização nas Tendas instalada na praça, com estimativa para 3 mil pessoas, oferecendo o saboroso Ozooni (sopa de Moti) solicitando o afastamento de todos males e trazendo prosperidade para dentro e transformando-os em melhores acontecimentos para o Novo Ano”, relata Ikesaki.

“Após as 11h30, os convidados autoridades, civis e militares serão recepcionados na sede da Acal – Associação Cultural e Assistencial da Liberdade para a solenidade da despedida de ano e felicitações da chegado do Novo Ano, com brinde de saquê e degustação de ozoone”, conclui o presidente Hirofumi Ikesaki.

De acordo com os organizadores foram necessários 2.400Kg de arroz para a produção de 20 mil motis e será servido mais de 3 mil ozoonis (sopas com moti). Todos os produtos foram doados por empresas privadas, Associações, Kenjinkais e Clubes. Realização da Acal – Associação Cultural e Assistencial da Liberdade, Sociedade Brasileira de Assistência Social – Bunkyo, Enkyo, Kenren, Aliança Brasil-Japão, Câmara do Comercio e Indústria Brasil-Japão.

 

Tradição – O moti tsuki ou bater moti é feito num ussu (pilão japonês), com a ajuda de um tsuchi (lê-se tsuti), que é uma espécie de grande marreta de madeira. Sendo uma tarefa para duas pessoas, o interessante começa aqui: uma bate enquanto outra esborrifa um pouco de água nos intervalos entre as batidas (quando o companheiro levanta o tsuchi); isso é feito para o arroz não grudar no bastão ou no pilão. O processo é repetido até o arroz ficar no ponto certo do moti: uma massa lisa e firme.

Normalmente feito em ocasiões festivas, principalmente na véspera de Ano Novo, esse método tradicional reúne muitas pessoas em torno do pilão e cada uma bate algumas vezes, simbolizando a união, tanto no plantio, na colheita ou no preparo do arroz. Esses grupos costumam ser de homens (de um bairro, por exemplo), cada um trazendo uma quantidade de arroz cozido (obviamente, feito pela esposa, filha, irmã ou mãe). O Moti simboliza o esforço em equipe para a obtenção da prosperidade, e é feito em grande quantidade, sendo distribuído entre os participantes.

 

Curiosidade: ussu, ou pilão japonês, era feito escavando-se um tronco de árvore de grande envergadura. Nas antigas colônias de imigrantes japoneses no Brasil usava árvores nativas como matéria prima. Depois de derrubado, o tronco passava alguns dias sob chuva e sol até a seiva secar, e só então era cavado do centro para as laterais. Depois de pronto, mais alguns dias para secar e seu interior recebia um banho de cera (material usado na produção de velas), para preencher possíveis rachaduras e orifícios da madeira.

 

(Luci Júdice Yizima)

 

 

 

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