COMUNIDADE: 15 ANOS DA FUSÃO JORNAL PAULISTA-DIARIO NIPPAK

 

Celebração vira mote para discutir futuro da mídia segmentada

 

A celebração dos 15 Anos da Fusão Jornal Paulista-Diário Nippak, realizada na noite desta segunda-feira (7), no Salão Nobre do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), acabou se transformando em um encontro de amigos preocupados com o futuro não só dos próprios jornais voltados para essa comunidade, como também de quem os representa, já que essa mídia segmentada acaba sendo, ao mesmo tempo, porta-voz e termômetro dessa mesma comunidade.

Estiveram presentes o cônsul geral adjunto do Japão em São Paulo, Hiroaki Sano; os deputados federais Walter Ihoshi (PSD-SP) e Junji Abe (PSD-SP); o deputado estadual Jooji Hato (PMDB); o vereador Aurélio Nomura (PSDB); o ex-vereador Ushitaro Kamia; o vice-presidente do Bunkyo, Jorge Yamashita; o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brsil, Shinsuke Fujii; o presidente do Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil), Akinori Sonoda; o presidente do Enkyo (Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo); o presidente da Associação Okinawa Kenjin do Brasil; o presidente da Sociedade Beneficente Casa da Esperança “Kibôno-Iê”, Jairo Uemura; o presidente da Assistência Social Dom José Gaspar (Ikoi-no-Sono);

 

Celebração dos 15 Anos da Fusão Jornal Paulista – Diário Nippak (foto: Jiro Mochizuki)

 

Raul Takaki, presidente da Editora Jornalística União Nikkei, que edita os jornais Nikkey Shimbun e Nippak, lembrou que, este ano, o Diário Nippak estaria completando 65 anos e o Jornal Paulista, 66.

“A fusão ocorreu por questão de necessidade, para que pudéssemos ter um veículo forte”, disse Takaki, acrescentando que da fusão nasceu “um filho”, o Jornal Nippak, que hoje se tornou o principal jornal semanal da comunidade nipo-brasileira. “Espero que o Nippak cresça com a colaboração, esforço e participação de todos vocês”, disse Takaki.

Após as homenagens a colaboradores, funcionários e representantes, o cônsul adjunto Hiroaki Sano destacou que sua rotina diária é acompanhar as notícias publicadas nos jornais japoneses. “Logo pela manhã fico atento para saber o que escreveram sobre o Consulado. Às vezes são aliados, outras vezes são adversários”, disse Sano.

Para o deputado federal Walter Ihoshi, “esse medo” – que também acompanha a classe política – demonstra a “independência” e a “imparcialidade” do jornal.

 

Raul Takaki, presidente da Editora Jornalística União Nikkei, que edita os jornais Nikkey Shimbun e Nippak, lembrou que, este ano, o Diário Nippak estaria completando 65 anos e o Jornal Paulista, 66. (foto: Jiro Mochizuki)

 

 

Longevidade – Para o vereador Aurélio Nomura, que embarca neste sábado para o Japão a convite do governador da província de Mie, Eikei Suzuki, “apesar das dificuldades que vem enfrentando, o jornal faz questão de manter sua postura de independência e retidão em observâncias à linha editorial dando da fusão”. “Vamos torcer para que possamos comemorar os 30, 45, 60 anos e assim sucessivamente”, disse Nomura.

Autor da homenagem prestada pelo Grupo Parlamentar Brasil-Japão pelos 15 anos da fusão entre o Jornal Paulista com o Diário Nippak, o deputado Junji Abe destacou que “a mídia dirigida à comunidade nipo-brasileira sempre terá seu espaço na sociedade”. “Até porque os veículos que atuam com eficiência estão conectados às inovações e preferência do leitor, disponibilizando seu conteúdo na Internet, além de manter o tradicional papel. Mais que isto: estão sintonizados com as necessidades do seu público e mostram aquilo que ele deseja saber”.

Para o presidente do Conselho Deliberativo do Bunkyo, o jurista Kiyoshi Harada, “em termos de busca da longevidade, a fusão do Jornal Paulista com o Diário Nippak foi altamente positiva pois não havia necessidade de dois jornais disputando o mesmo mercado, o que seria problemático”. Na sua opinião, apesar dos avanços tecnológicos, que permite informações em tempo real, os jornais impressos ainda tem um longo caminho pela frente. “Uma coisa é você ouvir, outra é a satisfação em folhear o jornal”, destacou Harada.

 

Raul Takaki e Deputado Estadual Jooji Hato  (foto: Jiro Mochizuki)

 

Sugestões – Há também quem, além de preocupado, apresente sugestões. Como é o caso do presidente da Kibô-no-Iê, Jairo Uemura, que vê na morte de imigrantes japoneses uma grave conseqüência para os jornais japoneses. “A questão é como gerir. É preciso buscar soluções”, conta Uemura, que aponta como uma alternativa o ensino do idioma japonês através das páginas desses jornais.

Para o deputado estadual Jooji Hato, “tanto o Nikkey Shimbun como o Nippak, principal veículo da comunidade nipo-brasileira, sempre atuaram em consonância com a democracia e ajudaram a divulgar nosso trabalho, seja na área da saúde, esportiva,social ou na própria política”. “Para nós é importante o fortalecimento do jornal pois quem ganhará com isso será a própria comunidade, que também será fortalecida”, explicou Hato.

 

(Aldo Shiguti)

 

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