ELEIÇÕES 2012: Candidatos nikkeis pedem para eleitores votarem de forma consciente

 

Existe um jargão no futebol que diz que “uma partida só termina quando o juiz apita o final do jogo”. E se o futebol está enraizado na cultura nacional, o clichê pode ser transportado para o atual cenário político. Isso porque os candidatos nikkeis à Câmara Municipal de São Paulo prometem disputar os votos dos eleitores indecisos até o encerramento da eleição.

 

 

“Fiquei surpreso ao constatar que ainda existem um grande número de eleitores indecisos”, admite o vereador e candidato à reeleição, Aurélio Nomura (PSDB). Por isso, segundo ele, esses três dias que antecedem a eleição serão “essenciais” e “fundamentais”.

Para o candidato tucano, cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém. “Chego para esta eleição muito otimista sentindo que o trabalho de um ano e meio que fiz na Câmara Municipal de São Paulo deu bastante repercussão e fez minha candidatura crescer nas últimas duas semanas”, conta Nomura, explicando que praticamente andou São Paulo de ponta a ponta em busca de votos.

“Percorri a Zona Leste, a Zona Sul, o Centro, a Zona Centro-Oeste… Enfim, senti uma incorpada e espero obter uma votação que consiga me reeleger”, afirma Nomura, que espera ter convencido mais de 30 mil eleitores, cerca de 10 mil a mais que votaram nele na eleição de 2008.

“Fiz um trabalho para dobrar esse número. É bastante difícil e complicado, mas estou confiante”, explica o candidato, que procurou diversificar sua área de atuação. “O candidato nikkei que depender única e exclusivamente da coletividade dificilmente será eleito, até pelo número de candidatos dentro da comunidade e pela nossa coligação”, destaca Nomura, afirmando que a renovação na Câmara Municipal deve ficar próxima a da eleição passada, ou seja, “deve chegar, no máximo, a 30%”.

“Até porque os ares não estão muito para renovação e sem para a permanência. A própria indecisão dos eleitores dificulta para os candidatos espalharem seus votos”, afirma Aurélio Nomura, que pede para que os eleitores analisem os candidatos com convicção.

“A próxima legislatura vai discutir o Plano Diretor Estratégico do Município que vai afetar a vida da cidade nos próximos 20 anos. É algo que atinge a vida de nossos filhos e nossos netos. É preciso discutir e trabalhar para que as Subprefeituras sejam de fato descentralizadas formando uma cidade compacta”, observa.

Para o também vereador e candidato a reeleição Ushitaro Kamia (PSD), a campanha está bem encaminhada. “Pelo trabalho que fizemos, acredito que estou bem. Percorremos várias regiões e entidades. Acho que foi uma campanha bastante ampla na medida do possível”, conta Kamia”, explicando que “cada eleição tem uma história”.

“Em comum, temos as mesmas dificuldades de sempre. Uma delas é o pouco tempo que temos para divulgar nossas ideias e projetos. Nosso tempo no horário gratuito, por exemplo, é de apenas 15 a 20 segundos”, lamenta o vereador, que procura compensar sua escassa aparição na tevê divulgando suas propostas em informativos.

Ao contrário de Aurélio Nomura, Kamia acredita que o cenário já está praticamente definido. Pelo menos para a disputa à Câmara Municipal. “Para o cargo majoritário o quadro ainda está bastante indefinido, mas para vereador já existe uma definição pois as pessoas estão acompanhando nosso trabalho”, conta.

Em sua segundas tentativa, o candidato Victor Kobayashi (PSD) afirma estar “continuar bastante animado com o apoio dos eleitores”. “Nos últimos dias, as pessoas passaram a vir com mais freqüência no nosso comitê em busca de material de campanha. É um tipo de apoio espontâneo, que deixa a gente bastante confiante”, diz Kobayashi, afirmando que “sinto que a cada ano que passa o trabalho que desenvolvemos frente ao Instituto Paulo Kobayashi vem sendo reconhecido”, diz, referindo a Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) fundada por ele para dar continuidade aos trabalhos sociais de seu pai, o professor e deputado Paulo Kobayashi (1945-2005).

“As pessoas sabem que as ações sociais que desenvolvemos e que beneficiam milhares de pessoas é um trabalho sério que vem desde 2005, durante o ano inteiro, independentemente de ser ano eleitoral”, afirma Kobayashi, acrescentando que “também sito que hoje as pessoas não me veem mais apenas como o filho do Paulo Kobayashi”. “Existe o fator sobrenome, que também é importante, mas também o lado de reconhecer o trabalho efetivo”, diz o candidato, que afirma ter aprendido com as duas últimas eleições – em 2008 e em 2010, para deputado estadual.

“Desde 2008 continuamos desenvolvendo o mesmo trabalho social e conseguimos saltar de 15 para 35 mil votos somente na capital. Isso, aliado à experiência que tive na Câmara Municipal no ano passado fez com que as pessoas me enxergassem como um candidato mais bem preparado”, explica Kobayashi, que acredita numa renovação acima dos 40% “por causa do atual cenário político, com mensalão e imagem desgastadas dos políticos mais veteranos”.

“Espero que as pessoas analisem bem as propostas dos candidatos antes de votar e votem de forma consciente. Analisem também se o candidato é acessível, porque isso facilitará a comunicação depois para que o eleitor tenha sempre um canal aberto e assim possa acompanhar o trabalho de seu vereador”, destaca Victor Kobayashi.

(Aldo Shiguti)

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