EXPOSIÇÃO: A ARTE E A CIÊNCIA – NÓS ENTRE OS EXTREMOS

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Organizada pelo Instituto Tomie Ohtake e concebida pelo seu curador Paulo Miyada,  Arte e Ciência – Nós entre os extremos propõe que o público possa rever a arte pelos olhos da ciência e expandir a sua relação com a ciência por meio da arte. A exposição celebra também os 50 anos do Laboratório Aché, principal responsável pela existência do Instituto Tomie Ohtake, ao ceder o amplo espaço para o funcionamento de sua sede. O centro cultural, desde a sua fundação há 15 anos, é parte de um complexo inovador, construído pela empresa farmacêutica, que promove a convivência entre cultura, trabalho e lazer – Aché Cultural -, localizado entre a Faria Lima, Pedroso de Morais e Coropés, em Pinheiros, na capital paulista.

Com 35 obras de 16 artistas, a exposição busca colocar o pensamento do espectador em um plano mais abstrato, daquilo que sabemos, mas não conseguimos captar com os nossos sentidos, seja pela incalculável grandeza ou pela mais ínfima e transparente dimensão. “Esta exposição é justamente um ensaio sobre como a arte pode abrir caminho para pensar um universo muito mais amplo (macro e micro) do que percebemos usualmente, tornando palpáveis para o espectador uma parcela do campo em que a ciência hoje está travando suas mais decisivas batalhas”, explica o curador.

Segundo o curador, se pensarmos de maneira pragmática, podemos aprender o que é um ano-luz, mas não apreendemos essa escala; sabemos que o Grand Canyon foi esculpido pelas forças da natureza, mas é algo lento demais para acompanharmos; pensamos em micróbios e usufruímos de inúmeras substâncias que intervêm no nosso equilíbrio molecular, mas não vemos nada disso acontecer. “Nosso pensamento é mais largo e mais preciso que nossos sentidos, e o que a arte e outras atividades humanas fazem é justamente ampliar o campo do sensível, tornar possível estar junto com dimensões, escalas e complexidades que o conhecimento objetivo não consegue transportar”, completa Miyada.

Dois cientistas, Fernando Reinach especialista em sintese molecular e Jorge de Albuquerque Vieira, engenheiro, professor aposentado pelo Departamento de Astronomia da UFRJ, serão entrevistados sobre assuntos e conceitos abstratos para maior parte das pessoas, tendo as obras como referência para explica-los. Os vídeos com estas entrevistas fazem parte da mostra. Assim, o público poderá rever as obras pelo olhar da ciência.

 

A ARTE E A CIÊNCIA – NÓS ENTRE OS EXTREMOS

Curadoria: Paulo Miyada

Onde: Instituto Tomie Ohtake (Rua Coropés 88, Pinheiros)

De 25/11 a 14/02/2016

Horário: de 3ª a domingo das 11h às 20h

Ingresso: Entrada Gratuita

Informações: 11/2245-1900 ou www.institutotomieohtake.org.br

 

 

 

 

 

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