JCI BRASIL-JAPÃO: Primeira não nikkei a assumir a presidência, Camila Stuck quer fortalecer o companheirismo

Primeira não descendente de japoneses a assumir a presidência da JCI Brasil-Japão em pouco mais de três décadas de história, Camila Stuck Kawauchi terá uma grande responsabilidade pela frente. 2015, além de ser comemorado os 120 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão, é também o ano em que a JCI completa 100 anos. “Será um marco e uma quebra de paradgimas, que abrirá muitas oportunidades e unirá ainda mais as culturas brasileira e japonesa”, disse Camila.

 

Camila Stuck e Marcos Suto com o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil (foto: Jiro Mochizuki)

Camila Stuck e Marcos Suto com o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil (foto: Jiro Mochizuki)

 

Descendente de alemães e iugoslavos, Camila é casada com Fabio Kawauchi – que presidiu a JCI Brasil Japão em 2011 – e mãe de Yasmin, de 2 anos. Nascida em Santo André (região do ABC paulista), ingressou na JCI Brasil-Japão em 2010, e no ano seguinte assumiu o cargo de secretária geral. Em 2012 foi vice-presidente da área Comunitária e em 2013 assumiu a vice-presidência da área Individual. Foi eleita presidente Subsequente em 2014 e nesta gestão terá como secretária geral sua irmã gêmea, Cibele Stuck.

Graduada em Administração com ênfase em Comércio Exterior, MBA em Operações e Logística ambos pela Universidade de São Caetano do Sul. Cursou técnico em Secretariado pela E.E. Sen. João Galeão Carvalhal, Camila Stuck trabalha atualmente  na Kimberly Clark na área de importação e exportação.

A cerimônia de posse do Comitê Executivo da Gestão 2015 da JCI Brasil-Japão acontece no próximo dia 9, a partir das 19h30, no Auditório ‘Deputado Paulo Kobayashi’ da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, quando Marcos Suto passará o bastão para Camila Stuck.

 

Instituto Paulo Kobayashi e JCI Brasil-Japão são parceiros (foto: Arquivo Pessoal)

Instituto Paulo Kobayashi e JCI Brasil-Japão são parceiros (foto: Arquivo Pessoal)

 

Confira a entrevista concedida pela presidente 2015 ao Jornal Nippak:

 

Jornal Nippak: O que representa para você ser a primeira não descendentes de japoneses a assumir a presidência da JCI Brasil-Japão?

Camila Stuck: É uma grande responsabilidade representar essa organização que é tão bem conceituada perante a sociedade. Considero uma honra ser a primeira não descendente de japoneses a presidir a JCI Brasil Japão, no ano em que se comemora 120 anos do Tratado de Amizade Brasil Japão. Será um marco e uma quebra de paradigmas, que abrirá muitas oportunidades e unirá ainda mais as culturas brasileira e japonesa. E ainda no ano em que a JCI completa 100 anos, tendo como sede do Congresso Mundial, Kanazawa no Japão.

Quero aproveitar essa oportunidade única, realizando com empenho cada um de nossos projetos e fortalecendo o sentimento de companheirismo e de amizade que existe dentro de nosso grupo.

JN: Na sua opinião, é uma tendência também entre as entidades nipo-brasileiras a presença cada vez mais constante de mulheres em postos de destaques?

C.S.: Sim, hoje vemos muitas mulheres nipo-brasileiras em cargos de liderança e cada vez mais as mulheres vem conquistando cargos de liderança. No comitê da JCI Brasil-Japão deste ano temos quatro mulheres ocupando cargos importantes, sendo três nipo-brasileiras.

Confratenização dos membros da JCI Brasil-Japão (foto: Arquivo Pessoal)

Confratenização dos membros da JCI Brasil-Japão (foto: Arquivo Pessoal)

JN: Entre as entidades nipo-brasileiras o papel das mulheres vem ganhando importância ou ainda são “casos isolados”, como na própria JCI?

C.S.: O papel das mulheres nas entidades nipo-brasileiras vem ganhando importância, e podemos ver cada vez mais mulheres participando das entidades e ocupando cargos de liderança. Por exemplo na Asebex [Asociação Brasileira de Ex-Bolsistas no Japão], em 2014 a presidente Carolina Kano e na Abeuni [Associação Beneficente Universitária] a presidente Cecilia Ikedo.

JN: Quais seus principais desafios como presidente?

C.S.: A JCI Brasil Japão, nesses 32 anos de atividades, tem sido muito bem representada por todos os presidentes que por aqui passaram, e meu grande desafio será manter a excelência com que tem sido liderada. Pretendo dar continuidade ao trabalho realizado na gestão passada, e trazer novos projetos que beneficiem a sociedade, sem deixar de lado as tradições japonesas, e unindo as culturas.

JN: Um ano de mandato não é pouco tempo para “imprimir” sua marca?

C.S.: Como temos eleições um ano antes da gestão, temos na pratica 3 anos de dedicação a organização, que são , ano como presidente subsequente, ano da gestão e ano como presidente passado. Esta mecânica faz com que nossa organização tenha continuidade e oportunidade para todos.

Rogério Kita, Marcos Suto e Camila Stuck na Convenção Nacional (foto: Arquivo Pessoal)

Rogério Kita, Marcos Suto e Camila Stuck na Convenção Nacional (foto: Arquivo Pessoal)

JN: A JCI Brasil-Japão atua hoje em quatro áreas consideradas estratégicas – Comunitária, Individual, Internacional e Negócios. Pode definir como é essa atuação em cada uma delas?

C.S.: Estamos alinhando nossas diretrizes com o que tange a JCI mundial, focando nos projetos junto a comunidade e ressaltando o marco da cidadania ativa, em focar nas necessidades da comunidade e fazer com que a JCI seja uma ferramenta de viabilização de ações para ajuda a comunidade. Continuamos atuando na organização de palestras com temas de atualidade, formação de jovens para futuras lideranças, e formação de rede de contatos para proporcionar internacionalização entre os membros, em eventos internacionais.

JN: Quem pode fazer parte JCI e como ela está estruturada no Brasil? Existe um trabalho para atrair novos membros?

C.S.: Todos os jovens de 18 a 40 anos podem ser membros de assumir cargos na organização, acima de 40 se tornam membros seniores onde ainda auxiliam nas atividades da organização. Temos projeto de captação e formação de membros onde visa a crescimento e manutenção da organização.

JN: Hoje, na sua opinião, qual a importância da JCI Brasil-Japão para a comunidade nipo-brasileira?

C.S.: A JCI é uma grande escola de liderança onde aprendemos os princípios para sermos um bom líder, que pensa de forma empreendedora, se preocupa com o desenvolvimento das pessoas, na responsabilidade social e no espírito de cidadania ativa. A JCI Brasil Japao é referencia em formação de lideres e ativamente na comunidade nipo–brasileira ajudando na formação de lideranças nesta comunidade.

(Aldo Shiguti)

 


 

 

COMPOSIÇÃO DA JCI BRASIL-JAPÃO PARA 2015

 

Presidente 2014: Marcos Suto

Presidente atual: Camila Stuck Kawauchi

Presidente 2016: Alexandre Shodi Nomura

Secretária Geral: Cibele Stuck

Tesoureiro: Márcia Nakano

VP Executivo Comunitário: Maria Crystina Igarashi

VP Executivo Individual: Jimmy Tozu

VP Executivo Negócios: Fabio Matsuo

VP Executivo Internacional: Danilo Fujita

Assessor Legal: Hugo Teruya

Conselho Fiscal: Patricia Murakami

Conselho Fiscal: Daniel Kawachi

Conselho Fiscal: Leandro Hattori

Conselho Fiscal suplente: Marcelo Shiraishi

VP Sênior: Carlos Torigo

VP Sênior Adjunto: Iju Shimizu Junior

 


 

 

Curiosidades e fatos que marcaram  os 30 anos da JCI Brasil-Japão

 

A Câmara Júnior Brasil-Japão (atual JCI Brasil-Japão) foi fundada em 24 de junho de 1982, por iniciativa da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa no Brasil como consequência da visita do então Presidente Mundial da Câmara Júnior Internacional, Gary Nagao. Os objetivos da Câmara Júnior Brasil-Japão eram de desenvolvimento da capacidade de liderança dos jovens, e complementavam as atividades empresariais da Câmara de Comércio.

As reuniões da Câmara Júnior Brasil-Japão eram realizadas em japonês até 1987.

Ernesto Sunago foi o primeiro presidente nissei, em 1985.

A primeira participação em Convenção Nacional foi em Caxias do Sul – RS em 1988.

Marisa Shirasuna foi a primeira presidenta, em 1994.

Nas gestões de Minoru Sado e Milton Yuki, em 1988 e 1989, a Câmara Júnior teve o maior número de membros: 890.

Ciro Saito – membro ativo mais antigo.

(Fonte: site da JCI Brasil-Japão)

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