SILVIO SANO > NIPÔNICA: A Copa chegou… com a imigração

 

É… não tem mais como não falar dela! Grande parte das manifestações mais recentes ocorreram até para questionar a realização da superfaturada Copa no Brasil… com dinheiro público, em detrimento às necessidades básicas fundamentais ao país. Como sempre me afirmei contra, e já me manifestei aqui, por coerência, interrompi aquele projeto dos vídeos da Copa que tanto curtia, pra provar minha adesão. Alguns me disseram que não precisava chegar a tanto, mas mantive minha decisão. Talvez o retome após.

Mas como estamos falando de Brasil, e mesmo com todas essas manifestações acompanhadas de perto… pelos black blocs… rsrs, e até por isso com até o mais alienado dos brasileiros tomando consciência do significado do evento no país, sabemos que tão logo comece, ninguém mais se lembrará disso e farão, como sempre, aquele carnaval. Já me decidi: não assistirei a nenhum jogo in stadium, nem no Itaquerão, mesmo morando a 150 metros de uma estação do Metrô.

Na verdade, o clima da Copa já “taí”!… nas ruas e calçadas, mas também nos supermercados, farmácias e comércio de modo geral,  porque, afinal, “vamos então faturar, né”. Até em concursos de karaokês, vi decorações verde-amarelas! Ou seja, ofuscando também o que é tradicional? Alguém, aí, se lembra de que o jogo inaugural, entre Brasil e Croácia, será no Dia dos Namorados?! E que junho é mês de… festas juninas?! E a comunidade nipo-brasileira, de que o marcante dia da imigração japonesa no Brasil será no dia 18, com a própria seleção japonesa jogando no dia seguinte?

Pois é, quem se lembrou do risco da simultaneidade, até tomou providências, como as associações nipo-brasileiras, que costumam realizar seus festivais do Japão próximos da data comemorativa da imigração antecipando os deste ano, em relação à Copa, mas provocando arriscada coincidência: Campinas (10º), Osasco (5º) e São Bernardo (33ª), nos dias 7 e 8, agora! Ainda bem que, ao menos, já são sucessos regionais.

De minha parte, para ajudar a manter acesa a chama, ao menos, ideológica, nesse período, e até porque embalado na montagem de vídeos, resolvi colocar no ar, desde já, o da história da imigração japonesa por minha versão em português, Pra Voltar a Ser Feliz, da música Ayumi tsuzuketa 100 nen, da cantora e compositora japonesa Mariko Nakahira, uma apaixonadíssima pelo Brasil, que vem ao país desde há 10 anos, por próprias expensas, para entreter principalmente os mais idosos com suas músicas que os emocionam pela lembrança dos primórdios da imigração e da terra natal. Ela, que a compôs ao centenário da imigração japonesa no Brasil, em 2008, acabou de chegar ao país e começará sua temporada deste ano já a partir desse 10º Festival do Japão, de Campinas.

Serviço: Interessados em shows com ela, contatar jorge.suzuki@uol.com.br

 

 

Mas aqui fez novo lar,

para a vida retomar

Pra sorrir, e pra voltar a ser feliz

 

 

 

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Silvio Sano

é arquiteto e escritor. E-mail: silviossam@gmail.com

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